segunda-feira, 15 de junho de 2009

Em que mundo vivemos?


Por Rennan Soares (Opinião)

A partir do momento em que a internet passou de uma mera experiência de comunicação em rede, para o veículo que contém o maior conteúdo informacional e interativo do planeta, a pergunta a cima se tornou uma questão com resposta indefinida. Analisando o comportamento de alguns indivíduos, é possível perceber que, apesar de transitarmos por dois universos distintos (real e virtual), a maioria deles não vê diferença entre esses dois mundos.

A definição do real e do virtual e a diferença que há entre eles, é tema de discussões entre teóricos há anos. E parece nunca ter fim. Dia após dia, surgem novos objetos e formas diferentes para o indivíduo utilizar e se relacionar.

A internet não está restrita ao computador. Ela está presente nos celulares, nos vídeo games e até na televisão. Como estamos tratando de um mundo que muda tanto apenas em segundos, temos uma única certeza: as novas tecnologias modificaram a forma de viver do ser humano.

Com a criação das redes de relacionamento, dos comunicadores de mensagens instantâneas e dos jogos online, algumas pessoas vivem hoje mais tempo no mundo virtual do que no mundo real. Explica-se: imagine um indivíduo que não é reconhecido no trabalho, mora sozinho e não tem muito contato com a família. A sua válvula de escape será a internet. Na grande rede é possível perder a vergonha. É possível ser outra pessoa, fazer coisas que você não faria na vida real. Um exemplo claro são as identidades falsas, ou fakes (leia aqui como é fácil ser outra pessoa). Podem ser perfis de sites de relacionamento como Orkut, Twitter, Facebook; endereços de e-mail para se comunicar via MSN, Google Talk, Skype; ou até mesmo um personagem que não tenha nada a ver com você no Second Life. Este último é um bom exemplo de que o mundo virtual está cada vez mais próximo do mundo real. O Second Life é uma plataforma virtual 3D de socialização. Trata-se de uma bolha digital, um espaço comum, no qual avatares customizados vivem sem se importar com as diferentes temperaturas de ambiente e necessidades existenciais biológicas. Nesse jogo, todos nascem com a certeza que nunca vão morrer nem envelhecer. Uma espécie de evolução de The Sims. Por ser online e virtualizar relações entre pessoas, o game consegue atrair cerca de quatro milhões de usuários. Em Second Life, o que importa é viver, experimentar, construir, comprar, socializar e brincar. Ou seja, viver sem regras e sem limites. Se você já conhece o game, imagine como seria viver o contrário: ao invés do Second Life (mundo virtual) tentar imitar o mundo real, esse vídeo mostra o mundo real tentando imitar o Second Life (mundo virtual). Veja:


Em 2006, pesquisadores da Universidade da Califórnia do Sul realizaram o “Digital Future Project”. Na pesquisa, 43% dos internautas norte-americanos que participam de comunidades online consideram os grupos virtuais tão importantes quanto os da vida real. Levando em consideração que cada vez mais pessoas têm acesso à internet e que os indivíduos ficam cada vez mais conectados à grande rede, em 2009 esse número deve ter crescido (leia aqui a matéria).

A internet vem crescendo em importância a cada ano, mas o acesso à ela ainda não tem a informação como maior objetivo. O entretenimento ainda é o grande conteúdo acessado pelos internautas, que buscam todo e qualquer tipo de diversão. Diferente da televisão, do rádio e do jornal, a internet possibilita uma escolha mais personalizada ao internauta.

Para se ter melhor noção da forma relâmpago como a internet se espalhou, basta dar uma olhada na pesquisa feita pela empresa eMarketer. De acordo com a pesquisa, a internet e atingia, em 2005, cerca de um bilhão de pessoas no planeta, sendo que 25% delas tinham acesso através de banda larga (leia a matéria completa aqui). A grande vantagem da rapidez na informação, é, as vezes, ocultada pelo fato de que com tanta gente acessando e com a facilidade que esse novo veículo te dá, o receptor é também o emissor de notícia. Isso faz com que a credibilidade do que se lê na internet diminua. Como o indivíduo pensa que toda e qualquer pessoa pode ter publicado algo, a crença no que ele lê é menor. As vezes é necessário ler a mesma notícia em jornais, ouvir no rádio, ou ver na televisão para aí sim acreditar no que saiu primeiro na internet.

Acredito que toda essa constante evolução nos remeta a um universo paradoxo, onde as pessoas vivem mais no virtual, porém, por conta disso, passam a dar mais valor ao mundo real. Se é bom ou ruim, só o tempo irá dizer. Até agora, eu estou gostando!

Saiba mais
Tendências sobre as comunidades virtuais da perspectiva dos prosumers
Realidade Aumentada - Mundo Real e Virtual Lado a Lado
Tema: a vida virtual

Enquete
Em qual mundo você vive mais? Vote aqui:
(A) No Real, pois é o mundo em que sinto fome, sinto frio ou calor e posso ficar doente.
(B) No Virtual, pois nele consigo ser quem quero e posso conversar com pessoas de todo o planeta.
(C) Em ambos, porque os mundo real e o mundo virtual se completam.

Fórum
O que você acha sobre a possibilidade de ser outra pessoa na web? Opine aqui:

A internet e as relações interpessoais



Por: Ingrid Procópio (Opnião)

Se Mc Luhan estivesse vivo, sem dúvida alguma, teria uma página na internet para colher os louros das suas profecias tecnologicas. A internet, que começou como tecnologia interna do exército, tomou proporções que o próprio Luhan não teria como desconfiar. As interferencias na sociedade vão além de aperfeiçoamentos de mecanismo de trabalho e ferramentas para aumentar o lucro mundial, atravessam as relações pessoais e interpessoais que o ser humano construiu no decorrer de séculos. Mas se Karl Marx estivesse vivo também coleria honras e méritos sobre suas idealizações. O indivíduo, que antes era banalizado, agora faz parte de redes de comunicação comum, absorvem conhecimento destinados a todos e produzem informação para a mesma rede que o acolhe. São as igualdades, tão mencionadas por Marx, fazendo parte verdadeiramente do centro social.

A internet dividiu a vida dos usuários em dois mundos, o real e o virtual. No
virtual não existe classe social nem distancia, está tudo a um click, tavez esse seja o motivo da migração. Mas como nada é perfeito, tanto Luhan como Marx teriam suas decepções na mundo digital porque ainda não é uma tecnologia ao alcance de todos e tem muitos aproveitares, pessoas que roubam senha, tentam tirar vatagem das pequenas falhas dos programas, alguns deles foram projetados apenas para a exibição pessoal: orkut, myspace, facebook, youtube, twitter. Mallu Magalhães é um bom exemplo dessa exposição era apenas mais uma nesses sites de relacionamento, mas foi ouvida por milhares de usuários e acabou virando febre por causa da sua boa música, hoje já tem seu CD e está pelo país fazendo shows. Na atualidade o aluno mais popular é aquele que está sempre conectado no twitter atualizando seu miniblog mais de uma vez ao dia, é o “cara” que tem mais amigos no orkut. Os jovens estão ficando mais tempo conectados, pesquisas realizadas provam que eles ficam mais de 10 horas navegando, e esse numero só faz crescer, crianças preferem brincar de jogos online do que futebol, o presidente do Google, Erick Schmidt, ficou preocupado com a pesquisa e já falou para os jovens desligarem suas maquinas e olhar o lado humano que está perdido, ou esquecido. As relações sociais estão sim bastante prejudicadas devido a tecnologia mas não acho que ela possa crescer tanto que acabe com o contato físico, está sim havendo uma revolução nas novas tecnologias e no mundo como um todo, o contato humano ainda é necessário para a sobrevivência.

A internet e os relacionamentos virtuais - AV2

Por Michelly Cristina (opinião)



Desde seu surgimento, a internet tem proporcionado grandes mudanças no que diz respeito a relacionamentos entre as pessoas.
Não há dúvidas de que a internet trouxe inúmeras facilidades e dentre elas, uma das mais utilizadas hoje é a possibilidade de conhecer pessoas e se relacionar através da grande rede.

As práticas comunicacionais da cibercultura são diversas e entre elas podemos citar a utilização do e-mail, que revolucionou a troca de correspondências pessoais para lazer e trabalho, os chats com suas diversas salas, além de msn e sites de relacionamentos como o orkut e twitter.

Em meio a tanta tecnologia, os relacionamentos têm deixado de ser reais e se tornado cada vez mais virtuais. É difícil encontrar hoje quem nunca tenha tido tal experiência, quer seja uma paquera ou mesmo uma amizade que você jamais tenha visto pessoalmente.
Além da possibilidade de conhecer pessoas de todas as partes do mundo, a rede ainda possibilita aos usuários encontrar amigos não vistos a tempos.

Muitas discussões têm surgido a respeito do afastamento que a internet causa nas pessoas. Estudiosos dizem que os usuários se tornam cada vez mais afastados e isolados do convívio social. Mas a verdade é que as possibilidades trazidas pela cibercultura são ao mesmo tempo negativas e positivas.
Negativas no sentido que cria uma ilusão, uma falsa vida. Muitos relacionamentos são falsos, já que na rede, cada um é o que deseja ser. No orkut ninguém é feio, chato ou triste. As fotos que vemos são sempre de pessoas sorridentes, bonitas e sempre simpáticas. Cada um cria a imagem que deseja que seja vista por outros usuários.
Porém, se tornam positivas no momento que permite aqueles que são tímidos ou não conseguem se relacionar no mundo real, a possibilidade de conhecer pessoas, manter amizades, trocar experiências, etc.

E porque não falar de relacionamentos reais, que eventualmente possam se tornar virtuais. Em algum momento, um dos parceiros pode viajar ou até mesmo ter que morar distante do outro e a internet é um ótima ferramenta para continuar o relacionamento.

A interação proporcionada pela internet é, sem dúvidas importante para o relacionamento social, no entanto, este relacionamento às vezes pode passar dos limites, fazendo que essas pessoas prefiram o contato virtual ao real.

O mais importante de tudo é saber separar o real do virtual e não deixar de viver a vida como ela deve ser vivida, através do contato físico, olhos, nos olhos, calor humano... sensações essas impossíveis no mundo virtual.

LEIA MAIS...

A magia dos relacionamentos virtuais
Questões Virtuais
Relacionamentos virtuais: quando a diversão vira dependência


ENQUETE

Existe amor de verdade em um relacionamento virtual, no qual duas pessoas nunca se viram pessoalmente?

( ) Não, pois a pessoa só pode saber se realmente gosta da outra, através do contato físico.
( ) Sim. O sentimento é verdadeiro, independente se o casal se conhece ou não pessoalmente.

FÓRUM...

Até que ponto se deve acreditar em relacionamentos virtuais? Participe!

O que mais pode acontecer com a internet?

Por Luís Gustavo Machado (Opinião)

Bom, a pergunta do título chega a ser semelhante a está: _ Como explicar a economia atual? São perguntas com várias respostas, porém sem muitas certezas.

A Era Digital está aí para que todos usem, sem regulamentação - o que é preocupante -, e com variadas opções de sites de informação e relacionamento. O cidadão pode ser o que quiser através do seu computar ligado à internet. Pode ser escritor, ator, apresentador, cineasta, roteirista, homem, mulher, criança, velho, e tudo mais. Ou apenas ser você, na verdade pura.

A internet vem mudando a forma de fazer jornalismo, por exemplo. Porém de uma forma com que já se especula ser o fim dos jornais impressos. Bem disse Verissimo em sua coluna do último domingo no jornal O Globo. O texto diz sobre quando o escritor foi trabalhar na cobertura jornalística da Copa do Mundo do México em 1986, e lá estando via os americanos e europeus usando os seus laptops para mandar as informações para os seus países, enquanto Ele e mais alguns jornalistas “atrasados” esperando os aparelhos de telex para transmitir as matérias para as redações no Brasil e mundo a fora.

Veríssimo diz inda no seu texto que nas Copas seguintes todos os jornalistas já usavam os seus próprios laptops. E finaliza o seu texto com algumas conclusões: “O que era para se um instrumento do jornalismo impresso está substituindo o jornal impresso”. “ A notícia do futuro irá da máquina para a máquina, sem necessidade do jornal como nós o conhecemos, e amamos. Talvez já na Copa de 2014”

Acho que a ideia da Era Digital é tornar as funções burocráticas mais fáceis. Cito com exemplo a digitalização de documentos públicos. Tudo é mais rápido, seguro e fácil. Você tem acesso aos seus documentos, contas de banco, boletim de escola, lojas virtuais etc, em uma simples pesquisa pela rede mundial de computadores.

Claro que muitas funções exercidas pelo papel, ou sistema analógico vão cair em desuso, mas não porque a Era Digital é má, e sim como forma de simplificar e agilizar o mundo em que vivemos, efeito da Globalização .

No caso dos jornais impressos acabarem e serem substituídos pelos on line, isso parece acontecer daqui a alguns anos, quando a geração da Era Digital crescer e por não ter o hábito de ler jornal ou livros no papel, a extinção destes pode acontecer. Mas não pelo mal, e sim para simplificar a vida das pessoas. Ainda bem que eu vou viver mais alguns bons anos lendo o meu jornal impresso, que tem todo um charme especial, pra mim.

Porém, não posso fechar os olhos para a realidade. Os principais jornais do mundo, como NYT, Le Monde, entre outros, já estudam acabar com os seus jornais impressos e passar os seus conteúdos totais para seus respectivos sites. A internet possibilita maior integração entre as mídias. Em uma só matéria pelo site você pode se informar através de texto, foto, áudio, gráficos, vídeos e o que mais a sua criatividade conseguir criar.

Vejo a Era Digital como forma de acréscimo neste mundo tão rápido e atualizado. Quem não está na era digital, com certeza não vive neste mundo, ou, não sei o que querem da vida...

Bill Gates disse a dias atrás em uma entrevista: "Em alguns anos vão existir dois tipos de empresas: As que fazem negócios pela Internet e as que estão fora dos negócios"

Acho um pouco exagerada está afirmação, mas relevante quando se tratando de um dos homens mais importantes da tecnologia no mundo.

ENQUETE:

Você acha que os jornais impressos, mesmo os tradicionais, vão acabar e migrar todo o seu conteúdo para os seus respectivos sites?

(1) Não. Pelo tradicionalismo os jornais impressos vão se manter "vivos" por muitos anos.

(2)Sim. O jornalismo a cada vez mais vai ser digital e pela internet.

Mande sua opinião para o meu email que a enquete será divulgada na próxima postagem: machado.gustavo@globomail.com

LEIA MAIS:

- A Era Digital e seus Desdobramentos estéticos

- Futuro da Internet

FÓRUM:

- A Era Digital veio para possibilitar melhorias na vida das pessoas, ou complica-lá?

"Quem não se comunica, se trumbica"

Por: Fernanda Rosa (Opinião)

A praticidade e instantaneidade são vantagens reconhecidas da internet. Por
meio da WWW, qualquer pessoa pode, além de consumir o conteúdo oferecido, também produzir e divulgar produtos e pessoas. Nas redes sociais, esse espaço é ainda maior. Em alguns casos, um simples vídeo, pode tornar uma pessoa conhecida. Um bom exemplo é o caso do clipe intitulado "Charlie Bit My Finger, Again" (Charlie Mordeu Meu Dedo, Novamente). A cena em que o pequeno Charlie morde o dedo do irmão mais velho e ri logo em seguida foi exibida em programas de televisão nos Estados Unidos. Essa fama também levou a criação de fãs clubes para os meninos.



O Orkut, Twitter e Second Life também estão em alta no que se refere à divulgação de conteúdo. No caso específico do Second Life, por exemplo, o espaço digital já serviu de palco e cenário para Lançamento de novela e shows com bandas famosas. Como não poderia deixar de ser, todos esses eventos foram restritos a convidados igualmente digitais.


Já no orkut, muitas empresas, grandes ou pequenas, estão presentes no site de relacionamento, com o objetivo de divulgar sua marca para um número ilimitado de pessoas e, o que é melhor, sem precisar pagar nada.


O blog também é uma boa forma a ser adotada quando o objetivo é tornar popular alguma coisa. A criadora da série americana Grey's Anatomy, Shonda Rhimes, recorreu a essa ferramenta. Rhimes teve a ideia de criar um site que imita as páginas feitas por casais na vida real, e homenagear o casal Derek e Meredith, interpretados pelos atores Ellen Pompeo e Patrick Dempsey. A personagem Izzie Stevens (interpretada por Katherine Heigl) é a responsável pela manutenção do site, que ainda inclui uma categoria relacionada aos presentes para o casal. Ali, o visitante é convidado a fazer uma doação para fundações norte-americanas. A página na internet faz parte de uma estratégia de aproximação das séries com o público.


Como dizia o velho guerreiro Chacrinha, quem não se comunica se trumbica. E por meio da internet e suas ferramentas, é possível se comunicar de forma cada vez mais eficiente e criativa.







O "olho no olho" está em baixa!

Por Túlio Baía (Opinião)

Está cada vez mais comum a relação virtual entre as pessoas. Um número assustador de indivíduos usa a grande rede e todas as suas ferramentas e facilidades para conhecer pessoas, estreitar a relação com alguém, até então apenas conhecido e interagir com amigos, no mundo todo. Esse fenômeno é a cada dia mais visível e sensível e uma série de transformações decorrentes dele está vindo à tona.

O advento da internet encurtou as distâncias e aproximou parcialmente as pessoas. Antes da grande rede, alguém que estivesse na Europa, por exemplo, estava muito menos acessível, hoje é fácil e cômodo se comunicar entre grandes distâncias. Por outro lado, há uma substituição do contato pessoal, pelo contato virtual. Em vez das pessoas se reunirem numa praça, bar, shopping ou qualquer outro ambiente de sociabilização, optam pela internet. Isso, de uma forma ou de outra, vai mudando aos poucos o conceito do ser humano sobre as relações interpessoais. A projeção de que num futuro não tão distante o calor humano vai esfriar e alguns sentidos se tornaram menos aguçados pode ser apenas uma visão pessimista, mas se as coisas prosseguirem nesse caminho essas consequências serão inevitáveis.

As comunidades virtuais representam um dos meios pelos quais a relação virtual é concebida. E a vertinosa proliferação dessas comunidades é mais um ponto a favor do esfriamento das relações pessoais.

Outra discussão bastante recorrente em relação a internet é a respeito da disponibilização em massa de conteúdos no meio digital. Qualquer internauta pode dar informações, seja em blogs, páginas de relacionamento etc, sem nenhum tipo de fiscalização da veracidade do que está sendo informado. A internet é um meio livre nesse aspecto e o que pode ser destacado em relação a isso é que a credibilidade na internet está sustentada nos nomes das grandes empresas jornalísticas ou que tenham grande credibilidade na sociedade. Essas se destacarão e sempre vão contar com a confiança dos internautas.

Saiba Mais:


http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=437


http://idgnow.uol.com.br/internet/2006/05/16/idgnoticia.2006-05-16.0187491499/

Enquete:

Você acha que a disseminação da relação virtual pode tornar o ser humano cada vez mais individualista?

Sim, pois a interatividade da internet é relativa e o meio virtual é um ambiente em que as pessoas não se relacionam fisicamente, o que dificulta o estabelecimento de vínculo.

Não, a internet também representa um meio de sociabilização em que as pessoas exercitam a noção de grupo e pluralidade.

Depende, pois a internet tanto pode agregar quanto isolar as pessoas. O que vai decidir isso é a forma com que as pessoas se relacionam com esse meio.

Fórum:

O que você acha que deve ser evitado na utilização da internet para que esta seja saudável e proveitosa?

RELACIONAMENTOS DIGITAIS (AV2)



Postado por Lidiane de Paiva Moreira (OPINIÃO)





Há cerca de apenas duas décadas, quando se pensava em meios de comunicação e formas de contato direto à distância, rapidamente eram citados TV, rádio, jornal, telefone, cartas, telegramas. Mas, o aparecimento, desenvolvimento e a popularização da internet fazem esse passado cronologicamente recente parecer totalmente remoto. A facilidade, vantagem financeira (principalmente para longas distâncias) e a instantaneidade que o uso do e-mail, msn, sms, chats, sites de relacionamento proporcionou à conversação à distância podem ser apontadas como principais causas deste fenômeno da comunicação na era da cibercultura; entretanto, não se deve falar em uma simples transposição ou aniquilação dos meios tradicionais e/ou do diálogo ao vivo, até porque estes, por sua vez, vêm tendo seus conteúdos ampliados e/ou modificados e transportados para o formato on line.

Em relação às novas e eletrônicas formas de relações sociais através, principalmente, desses sites, páginas pessoais (orkut, facebook, twitter, blog, fotolog,...) e comunidades virtuais, definitivamente não se trata também de uma substituição pura e simples do contato face a face, telefone, ou espaço público físico pois esse novo modo de relacionamento, além da comunicação usual, vem desenvolvendo uma função extremamente peculiar: a idealização/teatralização do cotidiano através da construção de "perfis ideais", isto é, páginas pessoais recheadas de fotos de momentos felizes, com amigos na "night", viagens, "books" (repletos de retoques feitos com o photoshop), além de recados, comentários e depoimentos carinhosos e/ou de admiração; enfim, uma verdadeira publicação/divulgação de uma "vida perfeita". Por esses fatos é extremamente necessária muita cautela e preservação de informações/imagens muito pessoais na hora de estabelecer novas relações baseadas apenas em diálogos e conteúdos virtuais pois realmente é muito difícil saber de fato quem está do outro lado e comprovar a veracidade das informações divulgadas.
É claro que o pedido para que desligassem os computadores e se dedicassem mais ao mundo real, feito pelo CEO do Google aos jovens graduandos de uma universidade norte-americana é relevante mas não pode ser considerado literalmente já que estamos totalmente inseridos numa Era digital e mesmo que parássemos de usar o computador, em algum momento seria necessário o uso de algum serviço/contato com "a rede". Pode está nesse dilema o grande segredo para se conseguir ter qualidade de vida nesses nossos dois mundos atuais, o real e o virtual: estar abertos às potencialidades das novas tecnologias e atentos às negatividades e perigos das mesmas, garantindo desse modo nossa sobrevivência social, cultural, econômica, política para além de um mero controle operacional do mundo, isto é, utilizar esses novos recursos de modo sadio e com uma consciência crítica.
SAIBA MAIS:
Corrêa, Cynthia Harumy Watanabe.
ENQUETE: no próximo ano, a internet comercial no Brasil comemorará 15 anos. Com base nos recursos e perigos desta ferramenta e nos baixos índices de escolaridade do brasileiro, em média, você acha que esta ferramenta trouxe mais benefícios ou danos à população?
( ) Certamente trouxe mais benefícios pois incentivou o interesse pela leitura e escrita, interatividade em diversas áreas antes desconhecidas, além de dinamizar serviços antes oferecidos de maneira lenta e cansativa por órgãos públicos e privados.
( ) Certamente trouxe mais danos principalmente para as camadas sociais mais baixas que, por terem pouquíssimos anos de estudo acabam sendo vítimas da famigerada exclusão digital, além da extinção de vários postos de trabalho devido à informatização dos serviços.
Fórum: com a popularização da internet e da comunicação virtual, muitos defendem que estar só não significa mais estar isolado. Mas até onde a participação ativa no mundo digital pode contribuir para a socialização no mundo real? Reflita sobre os benefícios e danos deste novo tipo de vida.